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(OUTRAS COISAS) Baldio, Grupo Pavilhão da Magnólia

  Escrever sobre o que vê é algo que me distancia da coisa, ou ao menos me coloca frente ao objeto, em uma atitude de observação ativa. Em alguns momentos, traços do que chega aos meus olhos, salta para outras partes do corpo, em uma relação através do movimento, da palavra, das imagens.. Baldio, espetáculo teatral do grupo Pavilhão da Magnólia , meio que ocupou esse lugar de disputa dialógica durante estes sete dias que esteve aqui dentro, incubado, germinando sentidos e proporcionando substancialidade às palavras. Já enquanto um processo de aprendizagem do tecer-a-escrita, este exercício segue uma cadência outra. Tento distanciar-me da forma como sequencio os pensamentos para experimentar compor outras grafias possíveis e imaginadas da crítica teatral, mas, talvez por eu compreender a minha forma de compor o texto, encontro dificuldades de me distanciar de mim.  Permitindo que a palavra do próprio espetáculo fale por ele mesmo, Baldio se constitui em quadros cênicos qu...

PROPOSTA CRÍTICA, de Maurileni Rodrigues (ColetivaCena)

(Exercício de finalização da Oficina de Crítica Teatral, com Lorenna Rocha e Rodrigo Dourado) Cia. Inquieta (Fortaleza-Ce) Plataforma Infinita <https://www.plataformainfinita.com/> ‘A saudade corta esse mundo’, com Lucas Galvino Disponível em Zona de Criação no Ar - Porto Dragão <https://www.youtube.com/watch?v=pw63S4e-uVU> Dois trabalhos artísticos para falar exatamente de um: Inquieta Cia. São eles: Infinita (zine digital) e 'A saudade corta esse mundo', roteiro de Andrei Bessa e Lucas Galvino. Escolhido os pontos de intersecção, me concentro no que os torna possível: o processo colaborativo existente desde 2012, em Fortaleza-ce. Pontuando suas criações em relação a cena e a palavra, a dramaturgia e o cotidiano, o público e o privado. Eles possuem esta narrativa do ‘eu’ e vejo poesia nisto, enquanto crítica. No correr do texto, problematizo a ausência e a atualidade com as perdas e descaminhos de uma textualidade dramatúrgica. Lembram poema concreto. Lucas Galvin...

Curva Sinuosa, de Jéssica Teixeira

                Crítica em áudio: Curva Sinuosa, de Jéssica Teixeira Espetáculo no Canal Cine Teatro São Luís                A Crítica está sentada em uma cadeira cinza, seminua. À sua frente, uma Smart Tv conectada em uma rede sem fio que projeta imagens de mares, rios, cachoeiras, natureza. O som a concentra e não a faz adormecer após um banho de chuva passageira. Águas. Para quem parte do princípio da planicidade da Terra, as curvas e suas nuances são imaginações, devaneios, realidades inexistentes. Espaços impossíveis de serem explorados tão somente pela incredulidade que eles existam. E é sobre estas ranhuras opostas umas às outras, o lugar da imprevisibilidade que o corpo também pode ser. Da fantasia do possível: uma encenação para se ouvir e movimentos para imaginar. Um o complemento do outro, dois lados de uma moeda e a ausência que preenche a curva: não se sabe o que irá encontrar ao dobra...